16/05/2008 11:35

Você é um hiperconectado ou um conectante?

hiperconectadoUm estudo de maio de 2008, realizado pela agência de pesquisa norte-americana IDC (Interactive Data Corp), mostra que estamos cada vez mais "hiperconectados". A informação é da CNN Money:

A IDC pesquisou cerca de 2400 pessoas em 17 países. 165 dos trabalhadores usavam um mínimo de 7 aparelhos para trabalho e acesso pessoal a informações, além de cerca de 9 aplicativos como instant messengers e redes sociais. Os hiperconectados são seguidos de perto por um grupo de número ainda mais significativo: os "cada vez mais conectados" (36%), que usam pelo menos 4 aparelhos e 6 aplicativos. Os estudos indicam que a população de hiperconectados vá crescer cerca de 40% em 5 anos.



A geekização do mundo é inevitável. Quem está liderando o processo é a Ásia. A América Latina já tem a maior porcentagem de trabalhadores hiperconectados ou cada vez mais conectados (64%).

Bem... Sou um profissional de tecnologia, mas entro na categoria dos "conectantes". Não uso mais de 5 aplicativos e 3 aparelhos diariamente. Mas a maioria deles é multifuncional, como smartphones (que tiram fotos, checam e-mails e fazem caipirinha. Sem falar dos navegadores, que podem concentrar centenas de aplicativos on-line).

Não li toda a pesquisa, mas parece que ela já reflete uma visão um tanto ultrapassada do que significa estar conectado. Não é necessariamente usar muitos aparelhos. Pelo contrário: o ideal é que você obtenha mais recursos de cada vez menos bugigangas e fios.

De qualquer forma, os dados indicam que os grandes negócios do futuro estão na área de educação técnica e suporte. Quem vai traduzir esses estranhos objetos tecnológicos para a população de novos usuários leigos? Esse mercado deve se manter firme pelo menos até que a nova geração de baby-geeks (criada em meio a tecnologia) assuma os postos de trabalho.

E você? É um hyperconectado ou conectante?

Mais sobre o conceito de hiperconectividade.

enviada por eduf



15/05/2008 20:48

Revista faz especial sobre procrastinação. Lerei depois

Os Procrastinadores Anônimos têm um anúncio sobre seu encontro semanal via telefone. A propaganda vem com um aviso: 'Este encontro foi originalmente agendado para toda quarta-feira, às 9h. Mas as pessoas não apareceram até agora.' Liguei assim mesmo e ouvi o som de um saxofone estilo Kenny G e minha própria respiração por 15 minutos. Depois desisti.
Emily Yoffe, da Slate Magazine.



A revista Slate fez um especial bastante divertido sobre procrastinação. Aquela mania de deixar tudo pra depois, ou evitar uma tarefa até que ela se transforme numa urgência inadiável. Segundo o site, o problema atinge cerca de 20% da população dos EUA, número maior do que a depressão e as fobias.

Já venho tratando do assunto no Magaiver faz algum tempo. Confira:

- 10 dicas para se livrar da procrastinação
- Rádio Magaiver: resistência, o combustível da procrastinação
- 10 idéias para combater o excesso de distrações

Alguns dos melhores textos da Slate:

- Os japoneses procrastinam melhor do que nós?
- Como surgiu a palavra procrastinação
- Como os economistas enxergam a procrastinação
- Procrasti-Nation: uma nação de procrastinadores
- Grandes livros sobre perder tempo

Link para o especial completo:
Just Don`t Do it

(Todos os artigos estão em inglês).

---
Link da Slate indicado por Renato Parada.

enviada por eduf



14/05/2008 15:28

[Coffee break] Darth Vader manda ver no blues


Até porque dizem que todo bom tocador de blues faz pacto com o lado negro da força.

enviada por eduf



14/05/2008 15:06

[100% geek] XML e portabilidade de dados


Vídeo em inglês dá uma idéia do que é Portabilidade de dados e porque isso é importante para você.

Update direto do Twitter: O Felipe, @efeefe, lembrou de dois debates interessantes sobre tecnologias que possibilitam a existência de comunicadores como o descrito no post anterior:

- XML, ou melhor, Xemelê - entendendo a plataforma agregadora.
- Lista de discussão sobre o XML.

Também vale passar no site Data Portability, um dos mais importantes a tratar do assunto (em inglês). Aproveite e confira este vídeo, que explica o conceito de data portability para não-iniciados.

Não pretendia me aprofundar muito no assunto aqui, já que ele é bastante técnico e a audiência do Magaiver é mais de usuários finais do que de desenvolvedores de web.

Mas, se vocês quiserem saber mais sobre Portabilidade de Dados, é só pedir nos comentários. Interesso-me bastante pelo tema.

- Clique para me seguir no Twitter.

enviada por eduf



14/05/2008 11:55

[Em busca do comunicador perfeito] A central de comunicações

comunicador por assuntosWireframe de como seria a divisão por temas do comunicador. Isso não é o design. Ainda. Idéias para o visual virão logo mais.

Como você se comunica usando meios eletrônicos? Manda SMS, e-mails, instant messengers (às vezes mais de um), comunidades sociais, comentários em blogs etc? Checar cada um desses sistemas isoladamente pode ser um porre.

Assim, não precisamos mais de clientes de e-mail. E sim de uma central de comunicação integrada. Ela seria capaz de receber, organizar e relacionar toda e qualquer comunicação relacionada a mim.

Imagine que resolva checar minhas mensagens. Abro o comunicador e vejo que há 3 SMS, dois links recomendados no Del.icio.us, um no Google Reader, 4 comentários no meu blog, uma mensagem no MSN, outra no Twitter e dois scraps no Orkut.

Muita coisa? Não exatamente. Como meu comunicador tem a capacidade de taguear o conteúdo (voltarei ao assunto em breve), ele mostra que 5 das comunicações tratam de um mesmo assunto: produtividade pessoal.

Sem precisar sair do comunicador, respondo a todo mundo. Posso usar inclusive o mesmo texto. Ele apenas será entregue por meios diferentes (SMS em resposta ao SMS e assim por diante). Assim, ganho tempo na digitação - inclusive porque o programa vem com um Texter embutido.

Ainda no comunicador, abro um publicador estilo Windows Live Writer e escrevo um post sobre o assunto. Ele emite um ping (aviso de atualização) não só para as ferramentas de blog, mas para todos que assinarem minha cental de comunicações.

[Este post faz parte da série Em busca do comunicador perfeito, no qual pretendo dar idéias de como seria um software de comunicação preparado para lidar com a fragmentação de atenção e falta de tempo do mundo atual. Continue acompanhando.]

enviada por eduf



13/05/2008 15:12

Faça sua própria legenda

tatto geek
enviada por eduf



13/05/2008 14:37

[RTFM] Como tirar o máximo da busca do Gmail

gmail

Muita gente me escreve reclamando de que não sabe usar direito o sistema de buscas do Gmail. Você sabia que há um tutorial completo, em português, que ensina passo-a-passo como achar qualquer coisa armazenada na sua caixa postal? E que há muitos outros textos tão úteis quanto esse na ajuda do Google? Confira:

- Como tirar o máximo da busca do Gmail
- Como usar marcadores em vez de pastas
- Como gerenciar seus contatos

Pode parecer que estou tirando o corpo fora, mas vale muito a pena perder a resistência de ler alguns manuais. Alguns são chatos, mas não tanto quanto se imagina. :)

Depois que você ficar ninja no Gmail tal como ele saiu da fábrica, pode testar o Better Gmail, uma extensão para o navegador Firefox desenvolvida pelo pessoal do Lifehacker que acrescenta desde recursos para gerenciamento de múltiplos e-mails até skins turbinados para o aplicativo.

Saiba mais sobre o Better Gmail.

enviada por eduf



13/05/2008 10:21

Microsoft lança MSN TV

msn tv

Lançado o novo e aguardado serviço de compartilhamento de vídeos da Microsoft. Chama-se MSN TV e usa tecnologia de streaming semelhante a do YouTube. Mas não se trata de um site. É uma espécie de plugin para o MSN, que faz com que ele possa exibir canais de vídeo online.

Toda a estratégia do serviço está montada em torno de uma idéia: a de que as pessoas vão querer assistir vídeos juntas e comentá-los em tempo real no MSN.

Imagine assistir ao Lost ou a uma palestra de algum consultor. Todo grupo que estiver conectado no momento da exibição poderá escrever sobre o que está na tela.

Não é uma grande vantagem em relação a sites como o Ustream TV, que permitem não só chats, mas também criar e exibir videos ao vivo. Um dos mais importantes usuários do serviço é o über-geek Chris Pirillo, que faz screencasts ao vivo sobre tecnologia.

Enfim, MSN TV não é nem o novo YouTube nem o novo Ustream TV. Mas deve ser uma boa plataforma para lançar e popularizar vídeos comerciais, como seriados, novelas, trailers de filmes etc.

E haja banda larga, já que vídeos e instant messengers são alguns dos maiores consumidores de recursos de internet da atualidade.

Mais informações aqui.

enviada por eduf



12/05/2008 17:35

Por que os clientes de e-mail precisam morrer?

Quantas pessoas usam Outlook nos EUA? Aproximadamente 400 milhões. O Yahoo Mail vem na sequência com 260 e o Lotus Notes, da IBM, 250. O Gmail, por mais onipresente que pareça, mobiliza cerca de 100 milhões.

Os dados, publicados no Giga Om, indicam que a maioria de nós ainda está acostumada a usar clientes de e-mail. Tanto que os webmails estão cada vez mais copiando o Outlook (lento e às vezes confuso).

Um dos serviços mais eficientes nesse quesito é o ZenBe, que ainda está em testes. O vídeo abaixo mostra a que nível os webmails podem chegar: ao que a Microsoft já atingiu há uma década atrás.



A área de correio eletrônico foi uma das que menos evoluiu em termos de experiência de usuário. Ainda respondemos e-mails basicamente da mesma maneira que fazíamos em 1996. Mesmo com celulares e novas tecnologias na web surgindo a todo momento.

De modo geral, a Web 2.0 também não foi capaz de inovar. Apenas levou os clientes de e-mail para o browser. O que já é uma comodidade, claro. Mas faltam boas idéias.

Ou será que não? O Xobni, plugin para Outlook de que falamos quando ainda estava em beta privado, foi liberado para o público há algumas semanas. O serviço é uma esperança de que as pesquisas sobre e-mail não estejam estagnadas.

Ele traz alguns recursos das redes sociais para sua caixa postal. Como perfís personalizáveis para cada usuário, estatísticas de tudo o que você falou com ele - quando, como, há quanto tempo, quais seus assuntos mais frequentes etc. Ideias úteis quando você precisa retomar negociações ou temas mais longos.

Mas acho que os clientes de e-mail precisam morrer. Está na hora de evoluir para algo muito mais útil: centrais de comunicação. Um espaço único, simples e organizado no qual se possa responder tudo que envolva trocar idéias pessoais on-line: twitter, instant messenger, e-mails e redes sociais.

Vou tentar contribuir com o debate e fazer uma série de posts sobre o assunto, sugerindo como poderia ser esse cliente de e-mail. Fique ligado.

enviada por eduf



09/05/2008 17:37

RSS como você nunca viu

times

Só para Macintosh - Cansado do seu leitor de RSS? A Acrylic criou um jeito inovador de visualizar feeds. O programa chama-se Times e funciona como um jornal. É uma experiência de usuário bastante diferente dos outros softwares da área. Para entendê-la, só mostrando. Clique na imagem acima e assista ao screencast.

Baixe uma versão demo do Times no site da Acrylic.

enviada por eduf



08/05/2008 16:20

Como mudar velhos hábitos?

brain changingO New York Times publicou um interessante texto sobre mudança de hábitos. Segundo a jornalista Janet Rae-Dupree, "pesquisadores do cérebro" descobriram que quando alteramos nossos comportamentos e saímos das nossas zonas de conforto, criamos estruturas cerebrais que podem ampliar nossa criatividade.

O artigo traz poucas informações concretas. Quase não há referências de livros, nomes de cientistas e dados de pesquisas. Links, então, nem pensar. Mas, enfim, a tese do texto é bem útil:

Não tente assassinar seus velhos hábitos. Uma vez que alguns deles estão gravados no hipocampo, eles vão ficar. Em vez disso, novos hábitos que nós introjetamos conscientemente criam caminhos paralelos que podem suprimir, desviar as rotas antigas.



O artigo cita uma psicoterapeuta Dawna Markova, blogueira e autora do livro The Open Mind: Exploring the 6 Patterns of Natural Intelligence. Ela diz que temos como que três "zonas": a de conforto, de elasticidade e de estresse. A primeira pode produzir acomodação e ignorância. A terceira "derruba o sistema" por excessiva tensão e uso. As mudanças realmente ocorreriam na segunda.

Quer dizer: não adianta forçar demais. Para mudar um hábito, é melhor procurar alternativas, buscar inovações. Não lutar contra cruelmente contra si mesmo e se condenar quando der errado. Nem tensão, nem relaxamento demais. Mudança constante dentro da área de elasticidade. Criatividade, em vez de dureza.

PS - Vou continuar a pesquisar mais sobre as pesquisas neurológicas sobre esse assunto. Pode haver mais coisas úteis aí.

Via Chagdud Khadro.

enviada por eduf



07/05/2008 10:27

Método hippie-geek para lidar com computadores com TPM

steve jobs hippieA produtividade pessoal é influenciada por uma série de fatores aparentemente nada explicáveis. Pelo menos não pelos nossos sistemas conhecidos e aceitos como "racionais".

Certo dia, você acorda e simplesmente não rende. Dormiu bem, tem um método para lidar com suas tarefas - nada parece ter saído da linha. Mas algo faz com que você esteja mais disperso e improdutivo do que de costume.

Mulheres ainda contam com o fator TPM para explicar variações de humor e desempenho. Mas e os homens? E as máquinas, que às vezes resolvem dar mais trabalho que o comum? Você pode investigar cada transistor, mas parece que elas simplesmente acordaram de TPM.

Esse fenômeno pode ser explicado de diversas maneiras. De técnicas a psicológicas. Há quem apele até para a astrologia e feng shui. Um amigo costumava colocar uma estátua de um preto velho em cima do micro e dizia que protegia mais do que o Avast (antivírus). Não importa muito, desde que funcione.

hippie geekMr. Natural

Parece um tanto absurdo. Mas a tecnologia é algo bastante "natural". Computadores são peças construídas de minerais e fósseis (petróleo), gastando energia que (geralmente) vem do movimento da água, funcionando num planeta que gira em torno de si mesmo, num sistema solar. Fazem milhares de contas por segundo, que são na verdade teorias e conceitos inventados por humanos. Resolvem e criam problemas de comunicação entre pessoas.

Como poderia uma relação complexa como essa funcionar linearmente? Ou deixar de ser influenciada por fatores simples e aparentemente fora de contexto como um dia de sol?

Soa um tanto hippie-geek, mas o que eu quero dizer é: não adianta se apegar a processos. No cotidiano, é melhor se acostumar a certa quantidade de "insanidade", caos e falta de explicações claras.

Nem mesmo máquinas se comportam como pensamos que máquinas deveriam se comportar. Quanto mais gente. É melhor aprender a identificar quais são nossos ciclos menos produtivos e, na medida do possível, adaptar nossa agenda a eles.

enviada por eduf



05/05/2008 17:28

Livro ajuda a combater a estagnação

unstuck book
Página do livro Unstuck: gráficos para mostrar onde sua equipe pode estar falhando.

O consultor Keith Yamashita e a professora de comportamento organizacional, Sandra Spataro (Yale University), lançaram recentemente um livro que ajuda a entender o complexo debate sobre estagnação. Chama-se Unstuck: A Tool for Yourself, Your Team, and Your World.

O livro é aquilo que se pode esperar de textos de consultores: práticos, úteis até certo ponto, mas com visão um tanto restrita. A novidade do livro está na forma: usa gráficos e imagens provocadoras para mostrar certos processos organizacionais e psicológicos que nos prendem. Vale a pena conferir.

Se você não estiver disposto a morrer com uma grana no Amazon (já que as editoras no Brasil dificilmente lançam esse tipo de livros aqui), pode ler uma versão condensada aqui. Aproveite e faça o teste e ver se está estagnado.

enviada por eduf



05/05/2008 17:02

Sua vida não anda?

stuckCedo ou tarde todos nos sentimos estagnados. É difícil identificar de onde vem o problema, porque geralmente assumimos a posição de vítimas.

Mas a estagnação pode ter um lado positivo. Ela mostra algo que queremos ignorar, ou que deixamos soterrado no meio das atividades diárias.

Durante o dia, acumulamos e recombinamos uma série de pequenas práticas e manias que, somadas, não só nos fazem perder tempo, como também gastam uma imensa energia física.

Autocondenação, reclamação, negatividade, tarefas feitas no piloto automático (como checar e-mails muito frequentemente), navegar na internet sem objetivos (nem exatamente diversão), preguiça de pensar e aprender, procrastinação, entre outros fatores. Esses hábitos parecem ser inofensivos e "normais". Investigá-los pode soar a paranóia. Combatê-los, uma escravidão - já que sempre há algum processo de abstinência e esforço envolvido em anulá-los.

Mas é exatamente o contrário: quando você deixa de investigá-los, cria as condições para o aparecimento do sentimento de estagnação. É como mato: se você não der atenção, cresce e toma conta do espaço.

Cada micro partícula dos seus hábitos se movimenta e se choca, causando tensão entre si. Por isso mesmo o processo todo se extingue. E surge o sentimento de estar estagnado. Ele é o sistema da confusão matando a si mesmo.

Nesses casos, ou você perde a linha e resolve mudar tudo, ou cria um outro sistema, a apatia, que funciona como paliativo, mas também entra em colapso.

Talvez você gostaria de ler algo muito prático que dissesse: "5 dicas sem esforço para se livrar da estagnação". Mas no mês que vem teria que ler outro desses.

Muito mais útil investigar o que, no seu cotidiano, levou a sua mente a dizer: "chega! isso simplesmente não anda, não leva a nada". Como diria um clássico do rock dos anos 90, é melhor achar microsoluções para os megaproblemas.

enviada por eduf



02/05/2008 17:55

Gaste menos tempo com e-mail criando modelos de respostas

Investigue seus e-mails. Muitos de nós temos 4 ou 5 situações básicas que sempre se repetem. Por exemplo:

1) Pedidos de informações genéricas.
2) Questões familiares.
3) Suporte técnico com questões quase sempre parecidas.
4) Assuntos que precisam de maior investigação e você terá que pedir mais tempo para responder adequadamente ao remetente.

Geralmente, cada um desses tipos gera respostas parecidas. Assim, você pode criar modelos (templates) para economizar tempo ao respondê-las.

Funciona assim: identifique e classifique grupos que se repetem. Depois crie algo como:

Caso família

"olá, XXXX

&insira o texto variável

um abraço, te amo.
assinatura"



Caso suporte

"olá, XXXX.

Recebi seu e-mail e estou cuidando do problema.
Enquanto isso, você poderia verificar se:

1. O cache do seu browser está limpo.
2. Os cabos do seu computador estão ligados.

etc.

abraço,
assinatura"



A idéia é criar modelos para os e-mails repetitivos - até mesmo os pessoais - e salvá-los em simples arquivos txt.

Conforme os casos aparecerem, mande ver no Alt + Tab e copie e cole o que for adequado. Com o tempo, você pode tornar esses templates mais funcionais e refinados.

Alguns podem argumentar que isso torna os e-mails impessoais e frios. De modo algum. 1) Você escreve neles o que quiser, de bula de remédio a letras do Odair José. 2) Você ganha tempo para realmente se concentrar no assunto.

Se você quiser ganhar mais tempo ainda, pode criar teclas de atalho para esses templates - e para muitas outras palavras que você digita com frequência - usando programas como o Texter (Windows) e TextExpander (Mac).

Ou o aplicativo E-mail Commander, um cliente de e-mail bem simples (pense num Outlook com anorexia), que permite criar templates como quem cria filtros. Ou seja: toda vez que chegar um e-mail do seu patrão, ele já será respondido com um padrão de cores e textos pré-definidos.

Assim você vai pode inserir cores, numerologia ou mensagens subliminares no layout, incitando seu chefe inconscientemente a lhe dar um aumento de salário. Vai que funcione.

enviada por eduf



01/05/2008 15:42

Hoje é o dia de esquecer o trabalho: será possível?

al pacino
Al Pacino, que faz um jornalista no filme O Informante.

O feriado de hoje deveria ganhar outro nome: dia para esquecer do trabalho. Mas atualmente essa aminésia voluntária é uma das coisas mais impossíveis de se obter.

Não só por causa dos celulares e internet, que podem nos deixar acessíveis aos escritórios a qualquer momento. É que, como diria Tim Ferriss, "usamos job descriptions como self descriptions".

Ou seja: não só na sociedade de mercado, mas principalmente nela, muitos de nós enxergam suas personalidades como uma espécie de extensão do currículo. Apoiam suas felicidades e identidades no fato de estarem vinculados a esta ou aquela empresa, área profissional ou até mesmo no de estarem (ou serem) "ocupados".

Lembro-me daquele filme no qual Al Pacino faz o papel de um jornalista. Ao telefone, sempre costumava dizer: "aqui é Lowell Bergman, do 60 minutos". Quando ele pede demissão do programa de TV, fica transtornado ao perceber que não tinha mais um título profissional para inserir depois do nome.

Há alguns meses, encontrei com um colega que não via há tempos. A primeira pergunta que ele me fez foi: "e aí, o que está fazendo?" De sacanagem, respondi: "voltando para o meu apartamento". E ele: "Trabalhando onde?" Continuei: "em casa". Nos cumprimentamos amigavelmente e ficou por isso mesmo.

Ferris costuma ser mais incisivo. Sempre responde que é traficante de drogas - o que deixa o interlocutor sempre um tanto desconcertado. Pode parecer uma atitude ranzinza, mas ele diz que é a sua forma de protestar contra essa cultura do eu-currículo.

É engraçado encarar o 1º de Maio por essa perspectiva. Suponha que por um dia toda e qualquer memória do trabalho se extinguisse da cabeça de todas as pessoas do planeta. Como você se auto-descreveria?

Mais

- O Informante, com Al Pacino
- O livro The 4-Hour Workweek, de Tim Ferriss
- Mais sobre Tim Ferriss no Magaiver
- Blog de Tim Ferris

enviada por eduf






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