Software também é gente
Olhe para o seu desktop. Há quanto tempo você usa suas principais ferramentas de trabalho? Você costuma mudar com frequência ou é fiel a elas? Eu mudo tudo praticamente a cada 6 meses.
Passo muitas horas por dia na frente de computadores. Então os softwares são boa parcela da minha realidade. Mais que objetos inanimados, eles se tornam quase que "seres vivos", alvos das emoções mais variadas. Em certos casos, parecem até partes do corpo, como o mouse.
Pode parecer estranho, mas aplicamos aos softwares alguns sentimentos muito humanos, como a intimidade e o desgaste da relação. Como num casamento.
Ou melhor, como quem mora numa cidade do interior: às vezes gostamos da proximidade, da familiaridade com os habitantes. Às vezes precisamos desesperadamente sair, experimentar outras coisas.
Mudo de aplicativos de texto muito frequentemente. Já experimentei vários tipos deles. Mas agora desenvolvi um certo gosto pelo TextMate (Mac, fotos ao lado), porque preciso escrever muito código HTML.
Mas um software nem precisa ter centenas de recursos. É preferível que ele desapareça. Quer dizer, que você nem se lembre de que o está usando. Ele não incomoda, não pede atenção. Apenas funciona. Não preciso de um filho eletrônico para cuidar. O melhor aplicativo é aquele que lhe dá a liberdade de esquecê-lo.
enviada por eduf
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