14/03/2008 13:39

Quando a criatividade leva à improdutividade

Como diria Seth Godin, hoje em dia praticamente todos nós somos vendedores de idéias. Mas há quem seja uma usina delas, uma daquelas mercearias completamente desorganizadas e sem sinalização.

Já trabalhei com pessoas incrivelmente talentosas, mas sem a mínima capacidade de colocar idéias em prática. Às vezes, não conseguiam nem mesmo guardá-las, anotá-las num simples papel para serem devidamente aproveitadas depois.

Ou esqueciam suas idéias muito rapidamente ou achavam que era mais nobre e estiloso ser caótico. Na verdade, só produziam ruído. Eram tidos como verdadeiros malas.

Chamo essas pessoas de brainstormers. Nunca passam para a fase seguinte da reunião, a menos que alguém com espírito realizador assuma o controle da situação.

Um brainstormer poderia ser muito útil para qualquer grupo de trabalho. Mas geralmente mais atrapalha do que ajuda, porque dispersa a atenção dos colegas sugerindo centenas de coisas, antes mesmo que se possa identificar o problema.

Alguns são carentes e acham que precisam provar que são dinâmicos. Outros são tão inteligentes e rápidos que acham um tédio ter que contextualizar uma idéia - isto é, explicar porquê, afinal, estão abrindo a boca.

Em ambos os casos, o que era abundância de criatividade, se torna seu exato oposto, a impotência intelectual. Idéias demais, sem organização, podem se tornar procrastinação. Como fogo: sem ar, não existe.

enviada por eduf






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Por Eduardo Fernandes, jornalista e consultor de projetos web. Mais >

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