02/03/2008 22:10

8 idéias para o futuro do mercado editorial



Por falar em podiobooks, imagine a possibilidade de negócios que esta idéia sugere: suponha que eu seja fã da marca Companhia das Letras. Posso pagar mensalmente uma quantia relativamente barata para receber material exclusivo da editora. Tradutores comentando a edição de um livro, audiobooks, previews de lançamentos etc. Também poderia assinar o canal de determinado autor e receber mensalmente cada um dos seus livros.

Depois da internet e da pirataria, o futuro das editoras deveria ir além de oferecer textos impressos. Elas deveriam prestar serviços. Como a banda Radiohead ensinou na área da música. Há muitas possibilidades de consumo:

1. Exclusividade - livros assinados, edições luxuosas e limitadas.

2. Rapidez - por exemplo, receber o material 15 dias antes do resto do mercado.

3. Comodidade - baixar pdfs e/ou audiobooks.

4. Compartilhamento - escolas, professores e até "pessoas físicas" poderiam comprar licenças para copiar e distribuir o material sem fins lucrativos. Uma alternativa (mas não uma solução, não sejamos ingênuos) para os xerox nas faculdades.

5. Fidelidade - podcasts, vídeos e material exclusivo, como citados acima.

6. Alternativas - pagar por pacotes que incluíssem tudo isso.

7. Doações - ainda que no Brasil não haja costume de subisidiar espontaneamente produtos culturais, podemos acreditar que um dia haverá editoras pelo menos tentando publicar livros de graça em seus websites e perguntar aos visitantes, como fez o Radiohead, "quanto você quer pagar por isso?"

8. Publicidade - a pior das idéias, mas, afinal, uma possibilidade de baratear preços e custos: inserir publicidade relevante em livros. É claro, em locais nos quais não atrapalhe a leitura. Por exemplo: você quer pagar R$ 1 por um livro de Harry Potter? Compre a edição com publicidade de escolas de magia na segunda e terceira capa. Ou a que vem com uma sobrecapa com propaganda. Pessoalmente, eu evitaria essas edições. Mas, numa situação de dureza, apelaria a elas facilmente.

No atual cenário, centrado nos livros impressos, com seu alto custo financeiro e ambiental, essas idéias parecem difíceis de ser implementadas. Mas quanto mais diversificadas forem as fontes de renda das editoras, maiores poderão ser as possibilidades de lucro. E a comodidade do leitor. É só perder o elitismo arrogante de que o livro impresso é "sagrado" e inflexível.

enviada por eduf






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Por Eduardo Fernandes, jornalista e consultor de projetos web. Mais >

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