8 idéias para o futuro do mercado editorial
Por falar em podiobooks, imagine a possibilidade de negócios que esta idéia sugere: suponha que eu seja fã da marca Companhia das Letras. Posso pagar mensalmente uma quantia relativamente barata para receber material exclusivo da editora. Tradutores comentando a edição de um livro, audiobooks, previews de lançamentos etc. Também poderia assinar o canal de determinado autor e receber mensalmente cada um dos seus livros.
Depois da internet e da pirataria, o futuro das editoras deveria ir além de oferecer textos impressos. Elas deveriam prestar serviços. Como a banda Radiohead ensinou na área da música. Há muitas possibilidades de consumo:
1. Exclusividade - livros assinados, edições luxuosas e limitadas.
2. Rapidez - por exemplo, receber o material 15 dias antes do resto do mercado.
3. Comodidade - baixar pdfs e/ou audiobooks.
4. Compartilhamento - escolas, professores e até "pessoas físicas" poderiam comprar licenças para copiar e distribuir o material sem fins lucrativos. Uma alternativa (mas não uma solução, não sejamos ingênuos) para os xerox nas faculdades.
5. Fidelidade - podcasts, vídeos e material exclusivo, como citados acima.
6. Alternativas - pagar por pacotes que incluíssem tudo isso.
7. Doações - ainda que no Brasil não haja costume de subisidiar espontaneamente produtos culturais, podemos acreditar que um dia haverá editoras pelo menos tentando publicar livros de graça em seus websites e perguntar aos visitantes, como fez o Radiohead, "quanto você quer pagar por isso?"
8. Publicidade - a pior das idéias, mas, afinal, uma possibilidade de baratear preços e custos: inserir publicidade relevante em livros. É claro, em locais nos quais não atrapalhe a leitura. Por exemplo: você quer pagar R$ 1 por um livro de Harry Potter? Compre a edição com publicidade de escolas de magia na segunda e terceira capa. Ou a que vem com uma sobrecapa com propaganda. Pessoalmente, eu evitaria essas edições. Mas, numa situação de dureza, apelaria a elas facilmente.
No atual cenário, centrado nos livros impressos, com seu alto custo financeiro e ambiental, essas idéias parecem difíceis de ser implementadas. Mas quanto mais diversificadas forem as fontes de renda das editoras, maiores poderão ser as possibilidades de lucro. E a comodidade do leitor. É só perder o elitismo arrogante de que o livro impresso é "sagrado" e inflexível.
enviada por eduf
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