Como deixar de ser esquecido
Esquecer é um problema crônico. Eu vivia quase-perdendo prazos por causa de um fraco sistemas de lembretes de tarefas. Há até pouco tempo, acreditava que a solução era centralizar todas minhas listas de To-Do num só site que me enviasse e-mails sistematicamente, num só horário, para que eu soubesse exatamente o que precisaria fazer na seqüência. Cheguei a usar os simpáticos serviços da Sandy. Mas nem sempre tinha como verificar e-mails para saber o que fazer. Também não adiantava imprimir as listas, porque elas se atualizavam muito rapidamente. Então percebi que, como diz David Allen, o melhor é contextualizar seus lembretes.
Planejamento
Pela manhã, ao examinar meus projetos, crio uma lista do que tenho para fazer no dia. É claro que ela é só uma referência, porque tudo se atualiza muito rapidamente nas horas seguintes. Mesmo assim, é possível mais ou menos ter uma noção de onde estarei, a que horas, e que recursos terei à mão.
Calculando os contextos
Se estarei na rua, só com um celular e um bloco de notas, minhas notificações devem tratar, de modo geral, a respeito de coisas que posso fazer fora de casa. Ou seja: levo em consideração contexto, tempo e recursos disponíveis.
Tarefas flexíveis em lugares flexíveis
Assim, se a tarefa tem uma data certa para ser cumprida, se ela corre menos risco de ser atualizada minutos depois, agendo-a no Google Calendar e o programa envia reminders via SMS. Todos outros lembretes ficam no bloco de notas. Muito mais prático para conferir / atualizar.
Divirta-se organizando espaços de lembretes
Se preciso lembrar sobre coisas de cozinha, nela é que ficarão os reminders. O desafio é não deixar essa prática virar bagunça, colando post-its por todos os cantos. Espalhei pequenos cadernos com folhas destacáveis em pontos chave da casa (até no banheiro). Ficaram divertidos e se tornaram também objeto de decoração. Assim que termino de "definir meu dia", escrevo cada tarefa no lugar em que deverá será executada / lembrada.
No começo, achei que daria um trabalho insano. Mas agora meu cérebro já está acostumado. Exemplo: toda vez que penso em supermercado, é como se já visualizasse que todas as instruções necessárias estarão no caderno de folhas amarelas, pendurado ao lado da porta da cozinha. Antes de sair, é só passar, destacar a folha e levá-la.
Agora na próxima fase no templo, esse esquema deve sofrer algumas alterações. Mas o espírito deve ser o mesmo: para não esquecer, é preciso desburocratizar os lembretes e contextualizá-los.
enviada por eduf
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?) 


