Odeio você. O emprego é seu
Os fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, que queriam se estapear quando se conheceram.
Estava relendo o já clássico A Busca, livro no qual o fundador da Wired, John Battelle, dá uma geral na história do nascimento do Google. Ele explica o processo de contratação de funcionários no começo da empresa:
Dizer que os fundadores eram obcecados a respeito de quem podia entrar na empresa é pouco. (...) Larry Page e Sergey Brin estavam determinados a não repetir os erros dos seus amigos do Vale do Silício. O principal era a espiral de contratações. Num cenário desses, os fundadores contratam uma pessoa que possam considerar um A perfeita para o cargo, inteligente, produtiva e encaixada culturalmente na empresa. Depois, eles permitem que esta contrate seus subordinados, estes, por sua vez, mais gente e assim por diante. O problema é que freqüentemente os As contratam Bs (para continuarmos usando a metáfora de Aldous Huxley). Ou seja, quem não os ameace e nem os desafie. E os Bs contratam Cs e assim por diante, até que a empresa seja literalmente consumida por gente que está lá pelas razões mais equivocadas. Ela perde sua cultura e torna-se vítima de uma política interna divisiva e da doenças dos jogos gerenciais movidos pela hierarquia.
Battelle conta que o processo de seleção do começo do Google era mais parecido com o de uma fraternidade universitária exclusiva. Ou seja: olho no olho, desafios e muita provocação. Bem diferente da espiral de contratações, que é baseada no medo, na politicagem e na insegurança.
Page e Brin mesmo se estranharam na primeira vez que se viram na universidade. Bateram boca por horas. Achavam que nunca mais se veriam. Mas sentiram um certo respeito mútuo. Imagine o que seria da internet agora se eles resolvessem ter feito política um com o outro.
enviada por eduf
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