07/11/2007 19:56

A Microsoft está mudando?

microsoft

Muita gente adora descer a lenha na Microsoft. Eu mesmo confesso que já me diverti bastante fazendo isso. É que os produtos da empresa dão motivo. Principalmente porque têm um estranho e burocrático jeito de enfocar a experiência de usuário.

David Pogue, colunista do New York Times, exemplificou muito bem isso em uma palestra para o TED Talks, em 2006. Com o bom-humor de sempre, demonstra que não basta tentar ser simples. É preciso saber pensar a partir da perspectiva de um usuário leigo.

Facilitar não é criar milhares de novas funcionalidades num programa e escondê-las em menus e submenus confusos. Mas criar poucas coisas, úteis e, principalmente, visíveis. É a arte de escolher metáforas: em vez de "Microsoft Extended Backup Engine", buscar conceitos mais amigáveis como o de "Máquina do Tempo".

Deixando de lado a desconfiança muitas vezes desinformada, é preciso perceber que a empresa vem tentando mudar a imagem de que produz elefantes brancos do código sujo e bugado.

Principalmente por meio dos produtos da série Live, como o editor de mashups, Popfly, e o concorrente do Flash, Silverlight. Todos são voltados para a criação da chamada Rich Media - conteúdo com vídeo, áudio e aplicativos online. São esforços de qualidade considerável, apesar da sensação de que chegaram atrasados para a festa.

Rene de Paula, o recentemente contratado "user experience evangelist" da filial brasileira da Microsoft, criou o blog O Uau Nosso de Cada Dia para mostrar os novos produtos da empresa.

Uma das boas coisas publicadas lá é um test-drive do Expression Encoder, software que extrai vídeos da câmera digital e os transforma em formatos passíveis de serem distribuídos na internet, como no YouTube. Vale a pena conferir de perto o que o exército de Bill Gates está fazendo para tentar recuperar o espaço que perdeu na internet.

enviada por eduf






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