O que os games podem ensinar sobre produtividade
Este fim de semana eu cobri um dos maiores campeonatos de games do mundo. Como não sou um gamer, me esforcei para aprender alguma coisa lá. Essas foram as conclusões a que cheguei até agora:
1. Concentração. Os gamers são, hoje em dia, um dos grupos sociais que mais entendem de concentração. Qualquer momento de desatenção pode causar a perda de uma partida.
2. Flexibilidade. As equipes de competidores conseguem manter a atenção em meio a uma enxurrada de informações, não só do próprio game como do ambiente do WCG. São inúmeras trilhas sonoras concorrendo entre si, luzes piscando, gente falando, sons de carros de fórmula 1, apresentadores ao microfone etc. Mesmo assim, eles rapidamente criam novas estratégias para dar conta de suas tarefas.
3. Capacidade de lidar com conflitos. As equipes de gamers funcionam numa sintonia incrível. Mas estão longe de ser um exemplo de finesse: os integrantes comunicam-se entre si aos berros e se xingando o tempo todo. Se alguém ali se desse ao luxo de se melindrar com críticas, estaria perdido.
4. Entrosamento. A equipe mibr, uma das mais importantes do Brasil, é o entrosamento em estado puro. Um movimento de braço significa muito. Lembrando que, durante uma disputa, os gamers raramente olham para os lados. A comunicação se dá num nível bem diferente. Menos discursivo e mais imediato.
Ainda não me vejo jogando um Counter Strike da vida. Mas o WCG me mostrou que há muito o que estudar no jeito que os gamers se viram para as coisas acontecerem.
enviada por eduf
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